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Tarifários de Luz & Gás

A fatura da eletricidade em Portugal tem duas componentes que se comportam de maneira muito diferente: o termo de potência, que paga todos os dias independentemente do que consumir, e o termo de energia, que depende dos kWh e da hora a que os gasta. Reduzir a fatura passa quase sempre por atacar as duas de forma separada.

Nesta secção comparamos comercializadores, explicamos a diferença entre mercado regulado e liberalizado, e mostramos quando é que o bi-horário compensa mesmo — que é bastante menos vezes do que a publicidade sugere.

Limiar do bi-horário
~35%do consumo tem de ficar em vazio para compensar
Diferença vazio vs fora de vazio
~47%o kWh noturno custa cerca de metade
Mudança de tarifário
Gratuitae sem troca de contador na maioria dos casos

Potência contratada: o custo que paga mesmo sem consumir

O termo fixo de potência é cobrado por dia, esteja em casa ou não. Muitas habitações portuguesas têm potência contratada acima do que precisam, herdada de um contrato antigo ou de um dimensionamento por defeito na instalação.

Descer um escalão pode representar uma poupança anual relevante e não implica qualquer obra. O teste é simples: se o quadro nunca dispara mesmo com vários eletrodomésticos ligados em simultâneo, provavelmente tem margem para baixar.

Simples, bi-horário ou tri-horário

O tarifário simples cobra o mesmo preço a qualquer hora. O bi-horário divide o dia em vazio e fora de vazio, com o kWh noturno a custar cerca de metade — mas o kWh diurno a custar mais do que no simples. É por isso que existe um limiar: abaixo de cerca de 35% de consumo em vazio, o bi-horário fica mais caro.

O tri-horário acrescenta um período de ponta ainda mais caro e raramente compensa em habitação. Faz sentido sobretudo em pequenos negócios com consumo concentrado fora das horas de ponta.

Mercado regulado e mercado liberalizado

No mercado regulado, os preços são fixados pela ERSE. No liberalizado, cada comercializador define as suas condições, o que significa promoções, descontos cruzados e fidelizações. Nem sempre o mais barato à primeira vista é o mais barato ao fim de um ano.

  • Compare o preço por kWh, não o desconto anunciado em percentagem.
  • Verifique se o desconto tem prazo e o que acontece quando terminar.
  • Confirme se há fidelização e qual a penalização por rescisão.
  • Some sempre o termo de potência: é onde as ofertas mais divergem.

Ferramenta gratuita

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Compare o custo anual do tarifário simples com o bi-horário a partir do seu consumo real e da percentagem que consegue passar para o período de vazio.

Guias sobre Tarifários

Análises e notícias sobre tarifários em Portugal, atualizadas à medida que a legislação e o mercado mudam.

Perguntas frequentes sobre Tarifários

As dúvidas que mais nos chegam sobre este tema.

Mudar de comercializador implica ficar sem luz?

Não. A mudança é feita entre comercializadores através do operador de rede e não há qualquer interrupção do fornecimento nem intervenção física na instalação.

Quanto tempo demora a mudança de tarifário?

A alteração de tarifário dentro do mesmo comercializador costuma ser aplicada no ciclo de faturação seguinte. A mudança de comercializador demora tipicamente entre duas e três semanas.

Vale a pena baixar a potência contratada?

Se o disjuntor nunca dispara com o uso normal da casa, quase sempre sim. O termo de potência é cobrado diariamente e descer um escalão não tem custo de obra.

O que é a tarifa social de energia?

É um desconto automático na fatura para agregados em situação de vulnerabilidade económica. Na maioria dos casos é atribuído automaticamente por cruzamento de dados fiscais, sem necessidade de candidatura.

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